terça-feira, 23 de dezembro de 2008
sábado, 6 de dezembro de 2008
senti. sinto. sentirei. rio.
envolto a fumaça e estranheza
um perfume secreto de portas abertas
consegui decifrar as cifras da mensagem
gangorra que empurra e puxa as lembranças
e disse diz o que sabes agora sem demora
senti o seu perfume outro dia num bar
um perfume secreto de portas abertas
gangorra que empurra e puxa as lembranças
envolto a fumaça e estranheza
consegui decifrar as cifras da mensagem
e disse diz o que sabes agora sem demora
senti o seu perfume outro dia num bar
e disse diz o que sabes agora sem demora
consegui decifrar as cifras da mensagem
um perfume secreto de portas abertas
gangorra que empurra e puxa as lembranças
envolto a fumaça e estranheza
e sim volto envolto de graça
perfumando entradas defumando estradas
me balanço na memória
cifrando minhas notas no ar
musicando meus passos sobre a terra
sob a terra
sub a terra
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Meus lemas
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Mañana
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
gosto de quê?
Saudades têm gosto de Sal, um gosto seco e duro.
Duro, mas facilmente se fragmenta nas mãos.
Soluto na água. Só luto fora da água.
Sem tempero não rola. Excesso ou falta também não.
Um famoso tempero não acertado, comentado...
Está claro. Há saudade. Sem idade.
Nesta base de identidade, caiu ácido e ficou só saudade.
Saudando a base forte, o ácido com respeito não respeita.
De graça, com graça, um riso um pouco salgado
Provoca o doce corpo preto alargando a praia,
Predizendo palavras salgadas. Pressentindo uma saudade.
Com alquimia pode se resolver. Solucionar o luto.
Da Inglaterra, um Sal Inglês. Com amargura um Sal amargo.
Pra resolver a brutalidade, com delicadeza uma pitada de Sal Ático.
Pra fertilizar uma pedra e nascer uma árvore, Sal Infernal.
Reanimar um desfalecido, Sal de Amônia nas narinas.
Nas portas dos aromas entram a salvação que deixará saudades.quarta-feira, 10 de setembro de 2008
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Uma Célula Viva
Olha o outro lado da margem, como quem vê algum lugar muito longe.
Distante do presente está doente.
Não atravessou para o outro lado, nem tampouco conheceu as águas do rio.
Confuso nos caminhos tortuosos, cheio de nuances e extremos, tenta se desligar de tudo,
conectar-se com o todo.
Ainda vive o Amor – Doente.
A espera, a dor. O apego, a dor.
Precisa das águas corrente que correm os caminhos sem limite.
Conquistando espaço (tempo) movendo os laços.
Interferindo. Sentindo. Indo.
Conhecendo-se através da liberdade.
Deixando fluir os pensamentos. Mudar a paisagem.
Está em todos os lugares ao mesmo tempo.
Satisfação do Eu. Ama o Eu. Ama tudo.
Vive o Amor.
Livre atravessou a fronteira e tomou consciência da importância de se permitir.
Experimentar. Doar.
Clareia. Clareia. Vai de encontro ao Sol.
Esclarece as respostas de qualquer questão, pelo simples fato de sentir tudo.
Estar completo. Vê-se. Vê-te. Nos vê.
E tudo é perfeito nos movimentos imperfeitos de todos.
E tudo é completo. Íntegro.
Uma célula viva.
Vive o Supra – Amor.terça-feira, 2 de setembro de 2008
Rota 13
Na estrada novamente se abre esse peito que tanto sente,
mas não fala.
Só na estrada que essa cabeça consegue ver palavras,
nesses tantos pensamentos.
Autoridade em dizer que amo, sem esperar nada em troca ?
Nenhuma autoridade.
Na estrada não há regras. Leis. Nem da gravidade.
A porta que se abre é uma porta que não se fecha.
Como uma porta giratória, se mantém num movimento e vibração,
que agora voa.
As camadas se soltam, se levam e deixam se levar. Te levar.
Elevar o pensamento nas alturas e ter a visão da águia enquanto
esses pés tocam o chão.
Mesmo que flutue ... Vejo a sombra.
Mesmo que caia ... sinto o aroma.
E essa goma que masco, concentra o gosto gostoso do gostar
da vida. O gosto saboroso que é virar uma esquina desconhecida.
O desconhecido me vivifica.
E essa estrada é desconhecida. Esquecida. Querida. Só ida.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
se vai ... ou fica
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
o amor só é bom se doer
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
música
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
quinta-feira, 17 de julho de 2008
nova estrada
E a estrada acaba. Chego no que parece ser a última porteira. A minha porteira. Bom, a porteira que construí. Desculpe. Ela não é minha. Nem ela e nem nada. Bom, agora só me resta atravessar.
Andar, não há mais como. A estrada acabou.
Pergunto-me se chego onde queria, ou se completo meu percurso, pois posso estar tanto chegando como indo embora.
Depende do que me olha e de onde olha.
Ficou pra trás esse chão batido de terra, essas árvores secas que buscam forças nas águas mais profundas daquele chão que sofre, luta e vibra pra colorir minha paisagem.
A paisagem. Perdão.
Passo a porteira sem me preocupar em fechar. Caminho sobre pedras que carreguei com ajuda de rodas. Rodas e rodas que nos voltam e vivem.
Sensação de que é a primeira vez ali. Não é a primeira, mas com certeza é outra. Outras coisas. Novas coisas me chamam atenção. Nos rios do coração também não se entra duas vezes. A cada agora uma nova água.
Cada passo novos toques de consciência. E mais um passo e uma pedra eram o que me preparava para a próxima porta. Porta da casa.
Minha casa? Uma casa. A casa!
A casa que construí com ajuda de rodas. Rodas e rodas que nos levam e elevam.
Giro. Entro girando porque todos os lados me interessam. Vejo que tudo vive, tudo muda, se transforma, mas nem tudo envelhece.
Eu envelheci. E estou mais leve.
Bato a porta e sigo curioso e manso. Percebo que a porta não fechou. Insisto e ela insistiu em não se fechar. Bom... Respeito. Sigo sem fechar a porta.
Eu atravessei o meu limite. Até então vivia no limite.
Tudo podia cair e naturalmente aceitava e deixava que acontecesse.
E agora ultrapassei qualquer limite que poderia existir. Simplesmente porque vi...
Não há limites.
Vivia longe do limite. Vivi no limite. E vi e agora que vivo sem limites.
Criei todas as fronteiras e agora as derrubo. Simplesmente porque vi.
Vi que aquela chama não havia se apagado até Hoje. Tanto tempo. Envelheci e a vela permaneceu acesa. Até agora! Olhei de lado e se escureceu.
Aquela luz moderada que iluminava toda a casa se apagou e me deixou a pensar.
Ali em pé, olhando de lado e não enxergando nada. Não conhecia mais as direções
externas. Via somente a mim mesmo e me agachei naquele chão e alcancei o meu chão.
E o chão balançou. Em alto mar surfando no meu tal. Dissolvi e percorri cada grão da terra e cada camada dos vários chãos que ali existiam.
Simplesmente vi e senti a integração naquela formação geológica do meu ser.
Montanhas, planaltos, montes e vales em pleno alto mar.
Em constante movimento e transformação, indo ao vento e atravessando cada gota do oceano.
Partículas de mim voam, nadam, sugam e se desfazem nesse chão líquido que balança. Dança
e me encanta na vertigem desse mar azulmarrom.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
me inspira te respiro

Se alguém perguntar por mim,
Diz que fui por aí,
Levando o meu violão debaixo do braço,
Em qualquer esquina eu paro,
Em qualquer botequim eu entro,
E se houver motivo,
É mais um samba que faço,
Se quiserem saber se eu volto,
Diga que sim,
Mas só depois que a saudade,
Se afastar de mim.
Tenho um violão para me acompanhar,
Tenho muitos amigos, eu sou popular,
Tenho a madrugada como companheira,
A saudade me dói, em meu peito me rói,
Eu estou na cidade, eu estou na favela,
Eu estou por aí, sempre pensando nela.
Zé Keti











